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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aleitamento materno: O DESMAME

O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal.
No desmame natural a criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui). 
A mãe também participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade. O Quadro 1 apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar pronta para iniciar o desmame:


Quadro 1. Sinais sugestivos de que a criança está madura para o desmame

• Idade maior que um ano

• Menos interesse nas mamadas

• Aceita variedade de outros alimentos

• É segura na sua relação com a mãe

• Aceita outras formas de consolo

• Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais

• Às vezes dorme sem mamar no peito

• Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar

• Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de mamar

É importante que a mãe não confunda o auto-desmame natural com a chamada “greve de amamentação” do bebê. Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.

Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no Quadro 2:


Quadro 2. Vantagens do desmame natural

• Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança

• Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame

• Fortalece a relação mãe-filho

• Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho

O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.

Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e ajudá-la nesse processo. O quadro 3 apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê para o desmame.


Quadro 3. Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores

• Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar

• Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança

• Flexibilidade, pois o curso é imprevisível

• Paciência (dar tempo à criança) e compreensão

• Suporte e atenção adicionais à criança – mãe não deve se afastar neste período

• Ausência de outras mudanças ocorrendo: Ex.: controle dos esficteres

• Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a cada 1-2 semanas.

A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo uma festa.

A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção.
A participação do pai no processo, sempre que possível, é importante. A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar.
  
FONTE: Sociedade Brasileira de Pediatria.
Trechos do texto escrito por: Dra. Elsa Regina Justo Giugliani*

*Pediatra, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Especialista em Aleitamento Materno pelo IBLCE (International Board of Lactation Consultant Examiners)


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Aleitamento materno.

O aleitamento materno é muito importante para o bom desenvolvimento do bebê. Muitas dúvidas surgem em relação a amamentação desde como cuidados das mamas durante a gestação até a fase final da amamentação com a introdução de alimentos.
Aqui iremos abordar aos poucos cada uma dessas dúvidas. Começando com as orientações principais sobre freqüência de amamentação e posição para amamentar.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza o aleitamento materno de livre demanda, ou seja, toda vez que o bebê demonstrar desejo. Porém, alguns pequenos são muito dorminhocos e precisamos nos lembrar que segundo os pediatras de modo geral, no primeiro mês de vida o bebê deve mamar com intervalos de no máximo 3 horas durante o dia e a noite não devendo passar de 4 horas de intervalo.

Também é recomendado pela OMS:
        - iniciar amamentação até 1 hora após o parto para incentivar o reflexo de sucção do bebê favorecendo uma boa pega. Ato do bebê abocanhar o mamilo dos seios materno.
        - amamentar exclusivamente nos 6 primeiros meses (180 dias) de vida.
        - após este período, oferecer alimentos complementares nutritivos e seguros a todas as crianças.
        - continuar a amamentação até os 2 anos de idade ou mais.

A amamentação proporciona uma nutrição de ótima qualidade e assim um crescimento ideal. O leite materno oferece proteção contra mortalidade infantil, protegendo contra infecções e alergias, favorecendo o desenvolvimento e a criação de vínculos afetivos.

Para a OMS é importante colocar os bebês em contato pele a pele com suas mães imediatamente após o parto durante pelo menos uma hora. 

O POSICIONAMENTO CORRETO PARA AMAMENTAR:

Existem várias posições para amamentação e em todas elas é importante que a cabeça e o tronco do bebê estejam alinhados, a boca bem  de frente a região do mamilo, manter o  corpinho do bebê próximo e voltado para a mãe (tipo barriga com barriga) e por fim, apoiar o bebê no pescoço, ombros e apoiar suas nádegas.
Abaixo segue as imagens das posições que poderão ser adotadas.










*créditos de imagens: google imagens.