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domingo, 22 de setembro de 2013

Os músculos do assoalho pélvico durante o parto normal


Os músculos do assoalho pélvico têm um papel importante no trabalho de parto, para isso a consciência da musculatura perineal é de suma importância.
O aumento do peso sobre esta musculatura durante a gestação vai colocar esta região perineal em teste. Logo um assoalho pélvico forte irá sustentar o peso dos seus orgãos abdominais e manter esta musculatura saudável após o parto.

O controle da coordenação destes músculos também é importante, esta musculatura deve contrair e relaxar corretamente e o controle entre estes movimentos antagônicos necessitam de uma boa coordenação trabalhada com exercícios voluntários através do biofeedback e involutários através da eletroterapia.



 Mas como realizar estes movimentos sem ter consciência perineal?

Na hora do trabalho de parto ativo como realizar uma expulsão eficiente sem ter controle desta musculatura?





Vamos realizar um teste?
Eleve seu braço e o mantenha elevado. Neste momento você realizou a contração de alguns músculos e o alongamento de outros. Sustente por alguns instantes e perceba a sensação de cansaço que você irá sentir após alguns minutos.

Agora imagine isso transferido para o seu assoalho pélvico?!?!
Seu braço realiza este movimento desde quando você era um bebê, com isso você realiza este movimento de forma automática. Você já tem consciência desta musculatura, já tem coordenação e tem força o suficiente para realizar e sustentar este movimento.

Já o seu assoalho pélvico nem sempre terá esta mesma condição. Para isso é possível realizar um teste do períneo, observar se ocorre contrações e após este teste iniciar uma rotina de exercícios perineais diariamente.

Na gestação os exercícios de expulsão são realizados trabalhando o tempo de sustentação desta força de expulsão, a coordenação deste movimento e o controle de contração da musculatura acessória (abdome, glúteo e coxa).

Uma musculatura pélvica saudável e bem trabalhada pode diminuir o tempo do trabalho de parto, minimizar os efeitos do parto causados nesta musculatura e deixar seu assoalho pélvico recuperado para uma próxima gestação.

* Nunca realize um exercício se houver dúvida, entre em contato estarei disponivel para esclarecimentos.

** Consulte sempre seu médico antes de seguir qualquer orientação, mesmo que de outro profissional da saúde.

Teste seu períneo

Muitas mulheres não apresentam consciência da musculatura perineal, com isso não se torna possível realizar exercícios de forma eficiente. Sendo assim é importante localizarmos o corpo do períneo e realizar um teste.
Sentada coloque as mãos entre as suas pernas tocando a região perineal e realize contrações com sua vagina, perceba se há movimentação ou não.
É possível que você fique na dúvida, então para isso podemos fazer um outro teste?
Toque o seu corpo do períneo com o dedo indicador. Vamos lá! Deitada em posição ginecológica, aquela em que a gente fica com as pernas flexionadas e de barriga para cima, entendeu? Toque a sua vagina e localize o corpo do períneo. Ele se encontra entre a entrada da vagina e o ânus. Como se pode observar na figura abaixo.

Você irá realizar apenas um toque, sem imprimir força, apenas toque esta área e observe a sua movimentação durante uma contração lenta do seu assoalho pélvico. Contraia lentamente como se estivesse segurando para não soltar o xixi. Perceba se há movimentação dos músculos do perineo. Relaxe a musculatura e realize uma contração novamente. Observe.
Se houver contração PARABÉNS! Você faz parte de um pequeno grupo de mulheres que tem consciência perineal.
Se NÃO houver movimentação nenhuma ou uma movimentação muito suave, NÃO SE PREOCUPE! Você faz parte de um grande grupo de mulheres que não tem consciência da musculatura perineal ou que tem um baixo grau de força que não consegue realizar uma contração adequada. Com isso não consegue realizar os exercícios perineais com um simples comando de voz. Neste caso, é necessário trabalhar mais esta musculatura com exercícios de contrações lentas e contrações rápidas.
Algumas mulheres conseguem melhorar esta percepção sozinhas. Usando os exercícios durante aulas de Yoga, Pilates ou mesmo sozinha em casa. Porém existe um trabalho especifico realizado por fisioterapeutas especialistas em fisioterapia pélvica que poderão intensificar sua força, trabalhar sua coordenação e deixá-la apta para realizar estes exercícios sozinha, de forma correta e saudável.
Procure por um profissional capacitado e se informe com seu plano de saúde, atualmente muitos planos de saúde estão oferecendo profissionais especializados.

* Nunca realize um exercício se houver dúvida, entre em contato estarei disponível para esclarecimentos.

** Consulte sempre seu médico antes de seguir qualquer orientação, mesmo que de outro profissional da saúde.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A busca por informação e seus equivocos.

Algumas pacientes chegam ao consultório relatando ter consciencia perineal e serem praticantes dos exercícios do assoalho pélvico. Porém muitas informações erradas circulam no meio virtual e com isso a disseminação de práticas incorretas tomou grandes proporções. Fato esse que atinge muitas mulheres levando a consequências patológicas.

Prática como forçar o jato de urina no momento da micção não é um exercício correto. Ao contrário, esta prática pode prejudicar a musculatura do assoalho pélvico e interfere de forma direta na fisiologia da micção alterando todo o funcionamento natural do organismo no momento da eliminação de urina.

Outra orientação incorreta é interromper o jato de urina como se isso fosse fortalecer a musculatura pélvica. Na verdade esta prática pode provocar um refluxo da urina o que levará a constantes infecções urinárias. O correto é deixar o jato de urina sair naturalmente e de forma contínua.

Contrair e relaxar a musculatura pélvica pode até parecer uma atividade simples, porém vários autores em estudos cientificos observaram e concordam que a maior parte dos homens e mulheres submetidos a testes não contraem de forma eficaz a musculatura pélvica.

O equilibrio entre contrair, relaxar, sustentar a contração, exercer a força de expulsão, são exercícios que devem ser determinados por um profissional capacitado. E somente prescritos após avaliação minuciosa sobre a função muscular pélvica e o comportamento do organismo do paciente no momento da micção.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Como saber sobre o momento certo de tirar a fralda da criança

Muitos pais se perguntam qual o momento certo de tirar a fralda do filho. Muitos se preocupam tanto que acabam deixando a criança estressada e atropelando o curso normal do seu desenvolvimento. Veja aqui algumas dicas no passo a passo.

Passo a passo:

1. A criança por volta dos dois anos já começa a ter controle dos esfíncteres. Ela está saindo, segundo Freud, do período oral (fase em que leva tudo à boca) para entrar na fase anal (período em que descobre as fezes).

2. A criança sente interesse pelo que se desprende do seu corpo e para ela isto é o máximo. É como se dissesse “nossa isto saiu de mim!”, “Eu produzi isto!”. Muitas vezes a criança sente vontade de manipulá-las, aí entra a nosso papel de impedi-la e ensiná-la que isto não é correto. Porém, isto não deve ser levado ao extremo, já que poderá causar mais tarde uma neurose obsessiva por limpeza, segundo Freud.

3. Ofereça, nesta fase, massa de modelar, argila para que ela possa manipular estes objetos e não queira manipular as fezes .

4. Nesta fase dos dois anos você poderá começar a deixar seu filho sem fraldas durante o dia. Não se apresse em tirar a fralda noturna ainda.

5. Compre um vasinho tipo privadinha com tampa, assim ele se sentirá orgulhoso por estar usando um parecido com os dos pais, ou compre um adaptador para seu vaso.

6. Mesmo que a criança já saiba pedir para ir ao banheiro, é perfeitamente normal, no início, que a criança faça xixi ou cocô nas calças. Portanto, um alerta: esteja preparada para isto, do contrário, se você demonstrar irritação, você só ajudará seu filho a regredir e, no futuro, poderá ter danos sérios em seu comportamento.

7. Ensine a criança a pedir para ir ao banheiro quando sentir vontade. Insista nesta idéia, mas não de forma ameaçadora, e sim como uma parceira do seu desenvolvimento.

8. Uma dica é de em uma em uma hora perguntar se a criança está com vontade de ir ao banheiro. Depois ela mesma já irá pedir.

9. Quando perceber que já há um maior controle, é hora de começar a tirar a fralda noturna.

10. Comece a verificar se a fralda está amanhecendo sequinha. Se sim, é uma boa notícia. Se não, espere mais um pouco.

11. Retire a fralda antes de dormir. Explique para ela que irá retirar a fralda e por isso ela deverá fazer xixi no vaso antes de dormir.

12. Geralmente as crianças tomam uma última mamadeira por volta das 22h. Pegue a criança e leve-a para urinar após a mamada, no vasinho ou na tampa adaptável. Crianças, mesmo dormindo, conseguem urinar. Algumas pessoas utilizam a técnica de deixar a água da torneira ligada, mas cuidado pois você não poderá não ouvir o barulho do xixi e ficará na dúvida se ela fez realmente. Você pode sussurrar no ouvido da criança um "xiiiixiiii".

13. Mesmo que ela passe dias sem fazer xixi à noite, é normal que aconteça de fazer novamente. Um sonho ruim, medo do escuro e outros motivos podem contribuir para que isto aconteça. Se isto acontecer, pegue um saco - pode ser daqueles de lixo grande -, abra-o no meio e forre o colchão na altura da cintura para baixo, coloque o lençol por cima. É provável que isto se repita nos próximos dias.

14. Se a criança, com mais de cinco anos, persistir em urinar na cama, comece a observar o que está acontecendo. Filmes, jogos agressivos de computador, um coleguinha ameaçando-o, são algumas coisas que podem deixá-lo com medo, fazendo com que não consiga segurar a urina. Há também casos de problemas no sistema urinário. Uma ida ao urologista para tirar a dúvida é muito importante.

Atenção:

1. Lembre-se: paciência e cumplicidade são as armas fundamentais para esta vitória. Não tente atropelar o desenvolvimento da criança. Não a agrida verbalmente nem fisicamente, você só irá deixar a criança mais nervosa e com o sentimento de incapacidade. Faça sempre elogios diante de cada conquista, e se caso ela falhar diga: "da próxima vez você consegue!".

Lembre-se que se o desenvolvimento da criança não ocorrer de forma satisfatória, poderá haver problemas em relação à sexualidade na fase adulta.
FONTE: http://www.uropedjf.com.br/artigo_det.php?cod_noti=584

sábado, 14 de abril de 2012

Exercício recomendado para gestantes.

Para qualquer fase da gestação temos exercícios que podem aliviar as dores características da gestação. Cada fase tem sua particularidade e por isso os exercícios devem ser adaptados, respeitando também os sinais e sintomas de cada gestante.
Um exercício muito recomendado e utilizado em todas as fases é a respiração associada ao movimento da coluna.
Em palestras e cursos para gestantes este exercício sempre é citado.

Na primeira posição inicie uma inspiração puxando o ar pelo nariz enquanto realiza o movimento.  Empine o bumbum para cima, forçando a coluna lombar para baixo em direção ao chão e levante a cabeça. Sinta que seu abdômen irá alongar. Vá apenas até seu limite confortável, não há necessidade se forçar o alongamento. Inspire lentamente enquanto realiza este movimento.

Na segunda posição faça o movimento contrario.  Retraindo o bumbum para dentro do quadril e elevando a coluna lombar para cima, deixando a coluna bem redonda. Realize este movimento fazendo um expiração, soltando o ar pela boca. Alongue sua coluna, isso trará alivio para os desconfortos lombares causados pela alteração posturas da gestação.

Mantenha a respiração constante, tranquila, inspirando sempre pelo nariz e expirando pela boca.
Na terceira posição relaxe alongango a coluna.





* Nunca realize um exercício se houver dúvida, entre em contato estarei disponivel para esclarecimentos.

** Consulte sempre seu médico antes de seguir qualquer orientação, mesmo que de outro profissional da saúde.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Aleitamento materno: O DESMAME

O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal.
No desmame natural a criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui). 
A mãe também participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade. O Quadro 1 apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar pronta para iniciar o desmame:


Quadro 1. Sinais sugestivos de que a criança está madura para o desmame

• Idade maior que um ano

• Menos interesse nas mamadas

• Aceita variedade de outros alimentos

• É segura na sua relação com a mãe

• Aceita outras formas de consolo

• Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais

• Às vezes dorme sem mamar no peito

• Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar

• Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de mamar

É importante que a mãe não confunda o auto-desmame natural com a chamada “greve de amamentação” do bebê. Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.

Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no Quadro 2:


Quadro 2. Vantagens do desmame natural

• Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança

• Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame

• Fortalece a relação mãe-filho

• Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho

O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.

Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e ajudá-la nesse processo. O quadro 3 apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê para o desmame.


Quadro 3. Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores

• Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar

• Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança

• Flexibilidade, pois o curso é imprevisível

• Paciência (dar tempo à criança) e compreensão

• Suporte e atenção adicionais à criança – mãe não deve se afastar neste período

• Ausência de outras mudanças ocorrendo: Ex.: controle dos esficteres

• Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a cada 1-2 semanas.

A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo uma festa.

A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção.
A participação do pai no processo, sempre que possível, é importante. A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar.
  
FONTE: Sociedade Brasileira de Pediatria.
Trechos do texto escrito por: Dra. Elsa Regina Justo Giugliani*

*Pediatra, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Especialista em Aleitamento Materno pelo IBLCE (International Board of Lactation Consultant Examiners)